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Os óleos essenciais e a sua ação

Os óleos essenciais são o resultado da extração – geralmente por destilação – dos componentes voláteis das diversas partes da planta e da expressão do pericarpo de espécies cítricas. São relativamente fluídos, têm natureza extremamente volátil, possuem alguma coloração (na sua grande maioria), são insolúveis em água e relativamente solúveis em álcool. Embora recebam o nome de “óleo”, não têm exatamente a viscosidade e coloração tradicionais que o termo leva a pensar.


Os aromas naturais dos óleos essenciais afetam diretamente a mente e o corpo físico humanos e, utilizados de forma adequada, podem oferecer resultados altamente positivos para a saúde no seu sentido mais amplo.


Os perfumes, às vezes chamados de fragrâncias, também possuem os seus aromas, mas não são a mesma coisa que os óleos essenciais: são compostos por produtos químicos sintéticos e não proporcionam os benefícios terapêuticos próprios das essências naturais, principalmente porque não compõem um conjunto de uma infinidade de substâncias, naturalmente harmônico e com padrões energéticos próprios.


Infelizmente, inúmeros produtos, principalmente cosméticos, têm sido apresentados e comercializados vinculando-se à palavra 'Aromaterapia', quando não existe vínculo algum, pelo menos do ponto de vista terapêutico.


Ação dos Óleos Essenciais


Uma das ações mais marcantes dos óleos essenciais sobre o organismo humano, através da Aromaterapia, dá-se sobre o sistema linfático, com a prática da massagem aromática, que é de eficácia imediata. O sistema linfático é um segundo sistema circulatório, responsável pela drenagem do excesso de fluído das células e dos tecidos, pela absorção dos nutrientes lipossolúveis (solúveis em gorduras) e pelo controlo de infeções no organismo. E o efeito da massagem aromática faz-se sentir sobre estas três áreas.


Por outro lado, de modo geral, a Aromaterapia tem sido utilizada com sucesso em infeções bacterianas e deficiências imunológicas, da mesma forma como atua eficazmente através do sistema nervoso central.


No entanto, a ação mais subtil e mais profunda da aplicação dos óleos essenciais no organismo é a que se faz sentir através da mente humana, pelo sentido do olfato. As moléculas de óleo essencial contidas no ar inspirado, passando pelas vias respiratórias, estimulam os nervos olfativos. Estes nervos olfativos estão ligados diretamente ao sistema límbico do cérebro, responsável por regular a atividade sensorial e motora e pelos impulsos de sexo, de fome e de sede.


Pesquisas recentes têm comprovado que os diversos cheiros que percecionamos têm um impacto direto sobre aquilo que sentimos. Acredita-se que os vários aromas dos óleos essenciais ativam os transceptores neuroquímicos do cérebro como a serotonina e as endorfinas, que fazem a comunicação do cérebro com o sistema nervoso e outros sistemas do corpo.


Por exemplo, o aroma de um óleo essencial calmante provocaria a liberação de serotonina, enquanto um óleo estimulante induziria à liberação de noradrenalina. Estudos recentes têm demonstrado os efeitos dos óleos essenciais sobre as ondas cerebrais. Um ritmo exibindo calma foi produzido quando um óleo conhecido pela sua ação sedativa foi inalado, e um aroma estimulante provocou uma resposta de alerta.


Assim, o óleo essencial de lavanda é utilizado, pelo seu aroma, para relaxamento; sabe-se hoje que esse aroma incrementa as ondas alfa na região posterior da cabeça, região associada ao relaxamento.


Resumindo, pode-se afirmar que os óleos essenciais têm a sua ação viabilizada em quatro frentes:

· Pela inalação (vias respiratórias / sistema límbico) · Pela absorção (pele / correntes sanguínea e linfática) · Pela aplicação tópica (pele / superfície local) · Pela ingestão oral (uso interno)


Carla Pereira - ArtiOils


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